Segundo os dados publicados pelo Eurostat, em 2015, 26,6% da
população portuguesa encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social.
Sendo que os grupos mais vulneráveis são as mulheres, as crianças e os
desempregados.
O processo competitivo deixa de ser exclusivo do sector privado passando também para o Estado. Todo o processo de mudança é resultado da ação humana e necessita, por isso, da colaboração dos recursos humanos para ser concretizado com sucesso. Uma boa gestão dos recursos humanos pode potenciar o aumento da eficiência e da qualidade dos serviços públicos. Este blog pretende ser uma ferramenta na consecução de uma Administração Pública mais eficiente.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
17 DE OUTUBRO - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
1 – No Dia 17 de Outubro todos se juntam para celebrar a paz e a dignidade de cada um, como se pode ler no apelo gravado na Laje em honra das vítimas da miséria, no pavimento da Praça do Trocadéro, em Paris (França) :
“No dia 17 de Outubro de 1987,
reuniram-se nesta praça numerosos defensores dos direitos humanos,
numerosos cidadãos de variados países. Eles prestaram homenagem às vítimas da fome, da ignorância e da violência. Afirmaram a sua convicção de que a miséria não é uma fatalidade. Proclamaram a sua solidariedade com aqueles que lutam no mundo inteiro para a destruírem.
Lá onde há homens condenados a viver na miséria,
aí os direitos humanos são violados.
Unir-se para os fazer respeitar é um dever sagrado."
Padre Joseph Wresinski
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Movimentos da comunicação
Hoje em dia se
verifica-se a necessidade de se comunicar mais e com mais qualidade. Mais
importante ainda é a eficácia da comunicação, para isto a mensagem deve ser
transmitida e concretizada em resultados. Não se pode cair nas frases comuns:
“Não sabia. Ninguém me disse nada”; “Oh! O nosso sistema de comunicação voltou
a falhar!”
Quanto mais e
melhor for a comunicação interpessoal (entre colegas, chefias, entre chefes e
subordinados), grupal (dentro das secções e departamentos) e intergrupal (entre
departamentos, entre secções) mais facilmente a organização terá sucesso.
A comunicação é
um acto de tornar comum, por isso a comunicação interna tem que ser bem
planeada para poder ser bem partilhada, pois é dela que depende em grande parte
o sucesso organizacional.
Figura 1 A comunicação como acto de pôr em comum – partilha de significados comuns
Fonte: Camara,
et al., 1997, p. 349
Para Westphalen,
a comunicação interna engloba todos os
actos de comunicação que se produzem no interior de uma empresa. As suas
modalidades variam de uma organização para a outra. Variam os costumes, desde o
tratamento por “tu” sistemático até ao “senhor, minha senhora”(...). O
mesmo autor diz que a comunicação interna
(...) desempenha inúmeras funções: expor (resultados, um balanço ...),
transmitir (informações, um conhecimento, uma profissão), explicar (uma nova
orientação, o projecto da empresa)(...)[1]
Na comunicação interna há que ter em
conta três aspectos essenciais como nos fala Peretti, a comunicação descendente, ascendente e horizontal[2].
Sendo assim, na comunicação interna
podemos ter relações de comunicação descendente
em que a iniciativa do comportamento de comunicação parte dos níveis
hierárquicos superiores e a relação estabelece-se com níveis hierárquicos
inferiores.
Nas relações de comunicação ascendente, em que a iniciativa do
comportamento de comunicação parte de níveis hierárquicos inferiores e a
relação estabelece-se com níveis hierárquicos superiores.
A relação de comunicação horizontal diz respeito a relações de
comunicação que se processam de forma não hierárquica: comunicação entre
departamentos, no mesmo departamento ou no mesmo nível hierárquico.
Figura 2 A comunicação na empresa
Fonte: Camara et al. (1997, p. 350)
Comunicação
Descendente
A comunicação descendente é el tipo de comunicación que se da cuando los
niveles superiores de la organización transmiten uno o más mensajes a los
niveles inferiores[3].
Este tipo de comunicação é
mais vulgarmente praticada. As mensagens partem de um certo nível hierárquico e
destinam-se aos escalões inferiores.
É utilizada como
instrumento clássico de gestão, é utilizada para informar e dirigir o pessoal.
Os suportes utilizados na
comunicação descendente são vários: jornal interno, reuniões, notas de serviço,
vídeo, etc.
Para Peretti a comunicação
descendente é vital para evitar os ruídos
e rumores que podem, a qualquer momento, gangrenar o tecido social. Partindo do
topo para a base da hierarquia, irriga a comunidade de trabalho, mantendo a sua
coesão(...). Acrescenta ainda o autor que é (...) também através da comunicação descendente que se conhece melhor a
empresa e o seu ambiente profissional[4].
Na maioria dos casos os
gestores acreditam que conhecem as necessidades de comunicação do seu pessoal,
mas normalmente os empregados não partilham a mesma opinião.
Quais são as necessidades
informativas mais comuns que se fornecem aos empregados:
-
Instruções de
Trabalho
Normalmente, os
funcionários esperam que estas instruções sejam claras, eles precisam saber o
que a empresa espera do seu trabalho; qual a sua liberdade de acção; saber se
está a desempenhar um bom trabalho; quais as recompensas que terão direito,
etc.
O gestor tem que saber
ordenar e delegar deixando bem claro aquilo que pretende, quais são as metas e
objectivos que os seus funcionários têm que alcançar.
Se o funcionário sentir
que está a ser avaliado e que o seu desempenho é fundamental para o aumento da
produtividade da organização, faz com que ele se sinta mais ligado à
organização, criará laços de lealdade.
Comunicação Ascendente
Pode-se definir a
comunicação ascendente como aquella que
se da cuando las personas de los niveles bajos emiten uno o más mensajes a los niveles superiores en la estructura organizacional, através
de canales formales e informales.[5]
A comunicação ascendente,
permite às chefias superiores conhecerem as necessidades, as reacções os
desejos e sentimentos dos níveis hierárquicos inferiores.
De acordo com Martinez a
comunicação ascendente proporciona a possibilidade de se obter feedback acerca da informação enviada
aos funcionários (descendente); ajuda a medir o clima organizacional; promove a
participação do funcionário na tomada de decisões; permite fazer uma avaliação
da existência de más interpretações; melhorar o conhecimento dos subordinados;
e fundamenta a tomada de decisões.
Os suportes que se podem
utilizar neste tipo de comunicação são limitados: caixa de sugestões,
sondagens, afixação, tribuna livre no jornal da empresa, etc. Existem outros
menos institucionalizada esta informação serve-se sobretudo das vias informais
directas (troca verbal de impressões, folhetos, carta aberta) ou indirectas
(ditos, rumores).
Para tentar melhorar a
comunicação ascendente é necessário por em prática alguns pressupostos, tais
como:
-
manter uma política de porta aberta;
-
motivar o envio de cartas dos empregados;
-
fomentar a participação de grupos sociais;
-
estimulação de estudos de atitude
-
etc.
Todas estas práticas
mencionadas levam a uma maior satisfação/motivação dos funcionários em relação
à empresa. Como já vimos anteriormente os trabalhadores são os embaixadores da
empresa, é com eles que começa a construção de uma imagem positiva da empresa.
A comunicação ascendente foi tardiamente
reconhecida, continua a ser temida pelos chefes. Ainda se questiona se será
mesmo necessária? A comunicação ascendente caracteriza-se pela existência de um sistema de meios
destinados a solicitar a opinião dos assalariados ou a dar-lhes a oportunidade
de se exprimirem espontaneamente; um fluxo que subindo para os níveis de
decisão, transporta as necessidades, as preocupações, as aspirações e as
propostas do pessoal.[6]
Esta comunicação mostra-se
fundamental, permitindo que as aspirações do pessoal sejam reconhecidas e que
eventuais conflitos ou tensões sejam impedidas.
É um factor para a criação
de um bom ambiente social o que contribui de uma forma fulcral para que as
performances da empresa sejam melhoradas.
Comunicação Horizontal
A comunicação horizontal é
o tipo de comunicação que descerrolla
entre personas de un mismo nivel jerárquico en donde los individuos tienen la posibilidad de comunicarse directamente entre si...[7]
Na comunicação horizontal
não existe qualquer noção hierárquica. Trata-se de uma troca de igual entre igual,
isto é, entre indivíduos do mesmo nível hierárquico.
Este tipo de informação
processa-se naturalmente nas pequenas estruturas onde os diálogos são
frequentes. Nas grandes estruturas terá que utilizar outros tipos de suportes,
tais como: encontros inter-serviços, revistas ilustradas, painéis, cartazes,
etc.
A informação horizontal
permite que a empresa congregue o pessoal e crie um "espírito
caseiro" que indirectamente irá melhorar a coordenação do processo de
produção.
De acordo com Martinez, a
comunicação horizontal deve ser fomentada quando é necessário:
-
a coordenação de um trabalho para atingir metas e
objectivos propostos;
-
desenvolver o apoio social e emocional aos empregados
da organização;
-
um controlo real do poder dos líderes.
Ainda de acordo com o
mesmo autor existem algumas barreiras à comunicação horizontal, tais como:
-
Concorrência desleal - por vezes entre colegas existe a
omissão propositada de informação para que este tenha um desempenho menos
eficiente.
-
A especialização das pessoas - pode desenvolver a mesma
atmosfera competitiva. Pode existir uma tentativa de optimizar os seus
resultados pessoais sem ver quais serão os efeitos que podem causar à
organização como um todo.
Muitas vezes o bloqueio da
informação dá-se muitas vezes porque uns querem obter mais reconhecimento
perante os seus superiores.
A maneira como os gestores
ouvem e comunicam com as pessoas é crucial na criação do ambiente em que as
pessoas podem fazer um bom trabalho. Afecta as relações dentro da equipa e
entre o gestor e a equipa. Também permite o reconhecimento de problemas
potenciais de uma maneira informal antes que se desenvolvam sérias
dificuldades. Nas situações em que são necessárias normas formais para tratar
de um problema, é vital para a exploração e resolução adequadas à situação.
A comunicação é essencial
para um bom clima organizacional, que por sua vez, leva ao sucesso em termos de
competitividade no mercado. É um processo global que requer a presença de
vários elementos: emissor, receptor, canal, mensagem e código e utiliza vários
tipos de linguagem: a verbal, não verbal e mista, sendo um elemento fundamental
o feedback (mensagem de retorno) para
a sua eficácia.
Como processo transaccional e dinâmico,
pode originar novos comportamentos e ou novas possibilidades de actuação,
certas regras devem ser cumpridas e respeitadas para que a comunicação seja de
facto eficaz.
Para comunicarmos é necessário estarmos
em grupo, em interacção com os outros. Todos os que nos rodeiam no interior da
organização são fontes de transmissão de mensagens. Ninguém pode viver sozinho,
todos necessitamos do outro, não fosse o Homem um ser iminentemente social.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
oferta empregos
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And other related disciplines. CONDITIONS/SALARY INDICATION:
(A) 50,000.00 --155,000.00 USD (quarterly) depending on qualifications and experiences negotiable.
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Signer, Production Vocalist, Show Dancer, Dance Troupes and Performers,
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Musician Piano, Cocktail Pianist, Piano Bar Entertainer, Show band Musician
Trumpet, Show band Musician Trombone, Show band Musician Saxophone Reeds, Show
band Musician Drums, Show band Musician Bass, Show band Musician Guitar, Guitar
Soloist, Keyboard Soloist, Guest Band Musician, Classic Rock Musicians, R and B
Musicians, Country Musicians, Instrumentalists, Cabaret Actors, Comedians —FOODAND BEVERAGE— Food and Beverage Director, Assistant Food and
Beverage Director, Restaurant Manager, Maitre d, Head Waiter Waitress, Jr.
Waiter, Dining Room Manager, Sommelier Wine Steward Stewardess, Dining room
Waiter Waitress, Dining room Buffet Man, Restaurant Hostess, Bar Manager,
Assistant Bar Manager, Bar Supervisor, Assistant Bar Supervisor, Bar
Accountant, Bar Waiter Waitress, Bartender, Bar Steward & Stewardess, Snack
Steward Stewardess, Bar Utility, Bar Boy, Buffet Steward & Stewardess, Busboy —GALLEY— Executive Chef, Assistant Executive Chef,
Souse Chief, Chef Tournant, First Cook, Second Cook, Third Cook, Vegetable
Cook, Cook Trainee, Crew Cook, Crew Cook Assistant, Crew Cook Utility, Officer
Mess man, Staff Mess man, Provision Store keeper, Butcher Supervisor, Assistant
Butcher Supervisor, Butcher, Butcher Trainee, Butcher Utility, Pastry Chef,
Assistant Pastry Chef, First Pastry man, Second Pastry man, Third Pastry man,
Baker Supervisor, Assistant Baker Supervisor, First Baker, Second Baker, Third
Baker, Baker Trainee, Pantry Man, Dishwasher, Pot washer, Ice Carver
—GIFTSHOP— Gift Shop Manager, Assistant Shop Manager,
Retail Sales Person, Florist
—GUESTLECTURERS— Destination Speaker, Special Interest
Speaker/Lecturer, Port/Shopping Lecturer, —HOTEL— Passenger Service Director, Chief Purser,
Assistant Hotel Manager, Deputy Purser, Second Purser, Assistant Purser,
Computer Technician, Junior Assistant Purser, Crew Purser, Assistance Crew
Purser, Receptionist, Guest Service Coordinator, Guest Service Associate, Hotel
Assistant, Shore Excursion Manager, Assistant Shore Excursion Manager, Cruise
Sales Consultant, Hotel Controller, Senior Auditor Hotel Operations, Junior
Auditor Hotel Operations, Night Auditor, Printer Desktop Publishing and
Applications, Yeoman, Chief Yeoman, Locket Attendant —–HOUSEKEEPING— Chief Housekeeping Assistant Chief
Housekeeper, Floor Supervisor, Head Room Steward, Cabin Steward Stewardess,
Assistant Cabin Steward Stewardess, Bell Captain, Bell Boy, Utility Cleaner,
Laundry Supervisor, Assistant Laundry Supervisor, Laundry Keeper, Laundry man,
Linen Keeper, Pool Attendant HUMANRESOURCES— Human Resources Manager, Training and
Development Manager, Crew Staff Administration, Crew Staff Administration
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Golf Instructor, Scuba Diving/Water Sports Instructor, Arts and Crafts, Dance
Instructor, Texas 42 Instructor, Caricature Artist—–MEDICAL—–Chief Doctor, Crew
Doctor, Nurse Practitioner, Chief Nurse, Nurse—PHOTO—Photo Manager,
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Management
Costa Cruise Line Australia
Costa Cruise Line Australia
Email: jobinfo@anaustralian.com
10/24 Hunter St, Blacktown NSW 2148, Sydney Australia
OS INDIVÍDUOS NAS ORGANIZAÇÕES
Para que
possamos entender a relação entre as pessoas e as organizações, é necessário
definir o que é uma “organização”. Não é fácil dar uma definição simples de
organização. É frequente afirmar-se que vivemos numa sociedade de organizações.
Todos nós vivemos e passamos a nossa vida em diversas organizações (escolas,
clubes, grupos comunitários, empresas, organismos públicos, partidos políticos,
igrejas, etc.).
Daqui se depreende que as pessoas ocupam grande parte do seu tempo de vida
trabalhando ou vivendo em interação com as organizações. À medida que estas
crescem e se multiplicam, maior se torna a complexidade de recursos necessários
à sua sobrevivência e ao seu crescimento.
Antes de
tudo, é importante reconhecer que a própria ideia de organizar fundamenta-se no
facto de que o indivíduo é incapaz de satisfazer sozinho todas as suas
necessidades e desejos. No entanto, para ultrapassar as suas limitações individuais
as pessoas agrupam-se para formar organizações, no sentido de alcançar
objetivos comuns.
Os indivíduos, particularmente na sociedade
moderna, verificam que lhes faltam a capacidade, a força, o tempo ou
resistência para a satisfação das suas necessidades básicas de alimento, abrigo
e segurança. Mas quando diversas pessoas coordenam os esforços, verificam que
em conjunto conseguem realizar mais do que qualquer uma delas conseguiria se
atuasse sozinho.
O ser humano
é eminentemente social, ele não é capaz de viver isolado, mas sim em interação.
Coradi (1986, p.217) diz que a organização
é um sistema estruturado de relações em termos de autoridade, status e papeis.
O Homem
devido às suas limitações é obrigado a cooperar, a cooperação leva à
organização. Chiavenato (1994, p. 20) diz que uma organização somente existe quando: há pessoas capazes de se
comunicarem e que estão dispostos a contribuir com acção conjunta a fim de
alcançarem um objectivo comum.
Bernard
(1971, p. 58) define organização como um
sistema de actividades conscientemente coordenadas de duas ou mais pessoas. Desta
definição retira-se uma ideia básica de organização que é a coordenação do
esforço e a ajuda mútua.
Schein
(1982, p. 12) refere que, uma organização
é a coordenação planeada das actividades de uma série de pessoas para a
consecução de algum objectivo comum, explicito, através da divisão de trabalho
e através de uma hierarquia de autoridade e responsabilidade.
As
organizações são conjuntos ordenados de atividades humanas, mas só passam a
funcionar depois que as pessoas sejam recrutadas para ocupar determinados
papeis e executar determinadas tarefas, para com eles e por meio deles,
alcançarem objetivos organizacionais tais como: produção, rentabilidade e redução de custos (Mintzberg, 1996, p.
245).
Todavia, os
indivíduos uma vez recrutados e selecionados prosseguem objetivos pessoais,
servindo-se da organização para os conseguir. Assim a interdependência das
necessidades do indivíduo e as organizações é enorme, portanto as vidas como
objetivos de ambos estão inseparavelmente interlaçados.
De um lado as organizações são constituídas por pessoas. Por outro, as
organizações constituem para as pessoas um meio pelo qual elas podem alcançar
muitos e variados objectivos pessoais com um mínimo de custo, de tempo, de
esforço e de conflito, os quais não poderiam ser alcançados apenas através do
esforço individual (Chiavenato, 1994, p. 63).
Através
desta citação facilmente se constata a interação entre as pessoas e as
organizações que, na opinião de Bernard, é complexa e dinâmica. Isto porque
este autor faz uma distinção entre eficácia e eficiência quanto aos resultados
na interação das pessoas com as organizações. Segundo ele (1971, p. 59), o indivíduo precisa ser eficaz (atingir os
objectivos organizacionais por meio da sua participação) e ser eficiente
(satisfazer as necessidades individuais mediante a sua participação) para
sobreviver dentro do sistema.
É necessário
que dentro da organização exista uma política de pessoal, que tem como objetivo
não só apenas o local onde os Homens passam uma parte da sua vida, diante de
máquinas ou sentados numa secretária, mas é essencialmente um ponto de encontro
de influências humanas, sociais e económicas. A política de pessoal tem que
canalizar estas múltiplas influências, conceder a cada uma a importância
correspondente ao lugar exato que assume na organização e, por fim, coordenar
todas as medidas tomadas no sentido da satisfação dessas necessidades sociais,
humanas e económicas, sempre tentando conciliar os interesses da organização e
do seu pessoal.
Neste
processo de interação entre as pessoas e as organizações o grande desafio que
se coloca a ambas as partes são as necessidades, como refere Schein (1992, p.
18):
À medida que as necessidades das organizações mudam e dos empregados
também. O que um empregado (quer) num emprego aos 25 anos de idade pode ser
completamente diferente daquilo que esse mesmo empregado quer aos 50 anos de
idade.
O referido autor diz-nos ainda que no início da carreira as necessidades e as expectativas das pessoas giram
muito em torno da auto-experimentação. Elas precisam muito de saber se
conseguem contribuir para uma organização se têm capacidades e a energia para
executar certos tipos de trabalho, se conseguem trazer uma contribuição.
Ainda dentro
deste processo, há que ter em conta que o problema que se coloca ao gestor é
então, o de tentar estruturar a empresa, as relações interpessoais e a relação
de cada indivíduo com o seu cargo e as tarefas que o compõem, de tal forma que
o indivíduo, ao procurar satisfazer os seus objetivos pessoais, contribua
eficiente e eficazmente para os objetivos prosseguidos pela empresa.
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